quinta-feira, 6 de março de 2014

Fracasso

Fico me perguntando porque é tão difícil arrumar um bom emprego, estabilizar. Sempre sonhei que chegaria aos 30 com minha casa e meu carro. Trabalhei focando nisso sim, mas nunca dava. O meu salário estava aquém do meu desejo.

O que atrapalha mais? Ser gorda ou ser lésbica? Porque a aparência tem de ser maior que a capacidade profissional de alguém? Será que meus 50 kg (é assim que me vejo) a mais irão condenar minha massa encefálica e me impossibilitar de tomar decisões?

Nunca consegui um emprego fixo no meu primeiro curso superior. Estou no segundo e parece estar ainda mais distante uma recolocação. Dói, me sinto fracassada, humilhada em cada entrevista que vou e saio com certeza do não.

Não esperava que fosse fácil e nem é esse meu desejo. Espera apenas que tivesse a possibilidade de trabalhar e ser alguém de quem meus pais pudessem se orgulhar. Porque o que mais dói é saber que sua irmã mais nova tem tudo que você queria ter aos trinta, aos 28. Essa cena me faz sentir mais fracasso ainda sobre mim. E não consigo me mover. Estou aqui estática, escrevendo e sem saber o que fazer para mudar tudo isso.

Perder peso? Como? O que ganho não me permite escolher o que quero mas sim o preço. Vivo em uma casa "emprestada" pelos meus pais, que esta precisando de manutenção. Sinto-me sufocada. E não sei pra onde gritar.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ter 30 anos não é fácil. Aliás, nem se imagina o que será aos trinta. Hoje estou com 32, mas vivenciando as novas descobertas. Aos trinta havia frustado meus desejos pessoais e profissionais. Vivi com uma mulher que sufocou meus desejos e parecia que ia explodir.

Uma mulher que me fez perder o amor por mim, minha auto-confiança. não tinha prazer em cuidar de mim e me arrumar para estar bem. Perdi a vivencia com minha família. Deixei de ir na casa das minhas avós. Perdi a minha referência aos 30.

Achava que meu maior problema era não ter tido oportunidade de exercer o jornalismo. Mas nem tinha vontade de correr atrás de uma vida melhor. E permaneci na vida medíocre, onde não era desejada e nem trabalhava com algo. Mas, o pior é ver que nem tinha a vontade de mudar e ficava buscando justificativas que acalentavam por alguns segundos a minha angústia e infelicidade. As outras horas eram preenchidas com muita comida.